terça-feira, 4 de dezembro de 2018

Oração consciente


Salmo 71.1-6

Esta é a minha oração: Que o amor de vocês aumente cada vez mais em conhecimento e em toda a percepção (Fp 1.9).

Quando oramos estamos falando com o criador do universo. Estamos clamando também a nosso pai querido e misericordioso. Por isso nos aproximamos de Deus conscientes da nossa insignificância, mas ao mesmo tempo nos achegamos com confiança. Não podemos esquecer que somos pecadores e estamos falando com o Deus santíssimo. Também não podemos esquecer que Deus nos perdoa de todo pecado. 
Desta forma, nossa oração já começa em gratidão. Como podemos nos aproximar daquele que nos salvou sem nos alegrarmos por estar em sua presença? Sem dizer a ele o quanto estamos felizes por sua graça? “Com efeito, grandes coisas fez o SENHOR por nós; por isso, estamos alegres” (Sl 126.3).
A oração consciente é também confiante. Pois na consciência do poder de Deus sabemos que Deus pode realizar tudo o que for da sua vontade. Davi diz: “Em ti, Senhor, busquei refúgio; nunca permitas que eu seja humilhado. Resgata-me e livra-me por tua justiça; inclina o teu ouvido para mim e salva-me. Peço-te que sejas a minha rocha de refúgio, para onde eu sempre possa ir; dá ordem para que me libertem, pois és a minha rocha e a minha fortaleza” (Sl 71.1-3). Davi está consciente que Deus pode livrá-lo, que ele é a sua fortaleza. No Salmo 62.8, Davi recomenda que como ele, também devemos orar e confiar no Senhor: “Confie nele em todos os momentos, ó povo; derrame diante dele o coração, pois ele é o nosso refúgio”.
Nossa oração deve ser sempre sincera e consciente. Nos aproximamos de Deus com nossos pedidos e agradecimentos, porque ele se revela a nós. Quanto mais sentimos a presença de Deus, quanto mais ouvimos ele falando conosco, mais falamos com ele através da oração, mais poderemos ver que Deus age em nós e por meio de nós e mais renderemos glórias ao soberano Deus. “Buscarás ao SENHOR, teu Deus, e o acharás, quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma” (Dt 4.29).

Na oração consciente, temos consciência de quem somos e de quem Deus é.