sexta-feira, 29 de março de 2019

Figueira estéril


Leitura Bíblica: Lucas 13.6-9

Não me negues a tua misericórdia, Senhor; que o teu amor e a tua verdade sempre me protejam (Sl 40.11).

A parábola da figueira estéril é bem pequena e sua mensagem bem simples e direta. Fala sobre um homem que foi procurar fruto em sua vinha e não achou. Resolveu então cortá-la, pois estava ocupando lugar que poderia ser usado por outra figueira frutífera. O viticultor, se mostrando muito paciente, pediu que o dono da figueira esperasse mais um ano. Ele iria cuidar bem dela e, se apesar disso não desse frutos, poderia cortá-la. 
Jesus conta esta parábola no momento que seus ouvintes tinham falado sobre a morte de alguns galileus pelas mãos de Pilatos. Para eles, por sofrerem terrível morte, os galileus eram mais pecadores que outros. Jesus disse então: “Vocês pensam que esses galileus eram mais pecadores que todos os outros, por terem sofrido dessa maneira? Eu lhes digo que não! Mas se não se arrependerem, todos vocês também perecerão” (Lc 13.2-3). 
A parábola da figueira é então um chamado ao arrependimento. Ao mesmo tempo, demonstra como Deus é paciente e misericordioso. “O ensino da parábola é que, quando o tempo designado para que o homem se arrependa tiver se esgotado, o juízo de Deus estará concluído. O tempo permitido por Deus é um período de graça, e reflete sua misericórdia para com o homem” (Simon Kistemaker). 
Somos privilegiados por receber lugar na lavoura de Deus, por sermos alvo de seu amor e cuidados constante. Mas é importante lembrar que não é só de privilégios que vivemos, temos também responsabilidades a cumprir. A quem muito se confiou, muito será exigido. Assim como o dono da figueira cuida dela e deseja colher os seus frutos, Deus cuida de nós com amor e espera que produzamos boas coisas. Sejamos agradecidos a Deus por sua misericórdia, sempre lembrando que ela não anula o juízo de Deus sobre aqueles que não se arrependem de seus pecados e se voltam para Deus. “Se não vos arrependerdes”, disse Jesus, “igualmente perecereis” (Lc 13.3). 

Nosso melhor fruto é o arrependimento.