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Família de Haim

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No vilarejo de Siem Riep (no Camboja), Haim, um mestre cristão, “sabia que os jovens soldados comunistas, de traje preto, ao atravessarem os campos, agora vinham buscá-lo... Haim já tinha determinado que, ao chegar a sua vez, morreria com dignidade e sem queixas.  A família passara a noite acordada, confortando-se mutuamente e orando uns pelos outros, enquanto permaneciam amarrados juntos, na grama úmida, debaixo de algumas árvores. Na manhã seguinte, os jovens soldados retornaram e os levaram ao lugar de execução, aos “campos de extermínio”... A família recebeu ordens de cavar uma sepultura bem ampla, para eles mesmos. Então, concordando com o pedido de Haim, de se prepararem, por alguns momentos, para a morte, pai, mãe e filhos, com mãos unidas, ajoelharam-se ao redor da cova aberta. Com súplicas altissonantes a Deus, Haim começou exortando tanto os soldados como todos os que os olhavam de longe a se arrependerem e crerem no evangelho. Então, em pânico, um dos filhos mais novos d...

Feijões no sapato

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Um monge, próximo de se aposentar, precisava encontrar um sucessor. Entre seus discípulos, dois já haviam dado mostras de que eram os mais aptos, mas apenas um poderia sucedê-lo. Para sanar as dúvidas, o mestre lançou um desafio, para colocar a sabedoria dos dois à prova: ambos receberiam alguns grãos de feijão que deveriam colocar dentro dos sapatos, para então empreender a subida de uma grande montanha. Dia e hora marcados, começa a prova. Nos primeiros quilômetros, um dos discípulos começou a mancar. No meio da subida, parou e tirou os sapatos. As bolhas em seus pés já sangravam, causando imensa dor. Ficou para trás, observando o outro monge sumir de vista. Prova encerrada, todos de volta ao pé da montanha, para consagrar o vencedor. Após o festejo, o derrotado aproxima-se e pergunta como é que ele havia conseguido subir e descer com os feijões nos sapatos. - Antes de colocá-los no sapato, eu os cozinhei - foi a resposta. Carregando feijões ou problemas, há sempre um jeito mais fác...

Fidelidade

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Um empregado foi despedido por seu patrão por afir­mar que não poderia trabalhar aos domingos, por motivo de consciência: - Ainda que conheça o regulamento da casa, ainda que o sustento da minha pobre mãe dependa do meu emprego, sinto que não posso trabalhar aos domingos. O senhor me desculpe! Então vá ao Departamento de Pessoal segunda-feira, para receber suas contas - disse o patrão. Certo dia, conversando com um banqueiro que precisa­va de um empregado, o ex-patrão indicou o nome daquele que tinha sido despedido por não querer trabalhar aos do­mingos. Recomendou-o considerando-o ideal para ser cai­xa no banco. -  Mas você o despediu, disse o amigo. -  Sim, eu o despedi, porque não queria trabalhar aos domingos, mas um homem que pode perder o emprego para não violentar a sua consciência e princípios, servirá muito bem como caixa e pessoa de confiança. "Quem é fiel no mínimo, também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito. Pois, se nas riquezas inj...

O VALOR DE UM INCENTIVO PARA RECOMEÇAR

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De Tahuape, na Nova Zelândia, veio esta formosa história de feliz acontecimento. A manhã era cinzenta, chuvosa e fria. Nossa heroína se dirigia com passo acelerado para tomar um ônibus. Se o perdesse, chegaria tarde ao seu trabalho. Aproximou-se dela um homem pedindo dinheiro para comer alguma coisa. Um impulso de bondade a induziu a dizer ao desconhecido: ― Moro naquela casa que se vê lá. No refrigerador está o que sobrou de um leitão assado com batatas. Aqui está a chave. Vá e coma. Quando sair, deixe a chave debaixo do tapete no corredor da entrada. Durante o percurso do ônibus uma ideia a assaltou: "Não havia mulher mais estúpida no mundo". No entanto, resolveu sobrepor-se a seus temores, ante à convicção de que os seres humanos reagem nobremente a atos de confiança... Quando chegou em casa, de volta, a mulher se encheu de surpresas. Sim, ali estava a chave, sob o tapete. Abriu a porta e, a duras penas, pôde acreditar no que seus olhos viam. A casa inteira re...

Fazei tudo

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“O que as suas mãos tiverem que fazer, que o façam com toda a sua força, pois na sepultura, para onde você vai, não há atividade nem planejamento.” - Eclesiastes 9:10  Um dia, um bezerro precisou atravessar uma floresta virgem para voltar a seu pasto. Sendo animal irracional, abriu uma trilha tortuosa, cheia de curvas, subindo e descendo colinas.  No dia seguinte, um cão que passava por ali, usou essa mesma trilha para atravessar a floresta. Depois foi a vez de um carneiro, líder de um rebanho, que vendo o espaço já aberto, fez seus companheiros seguirem por ali.  Mais tarde, os homens começaram a usar esse caminho: entravam e saíam, viravam à direita, à esquerda, abaixavam-se, desviavam-se de obstáculos, reclamando e praguejando – com toda razão. Mas não faziam nada para criar uma nova alternativa.  Depois de tanto uso, a trilha acabou virando uma estradinha onde os pobres animais se cansavam sob cargas pesadas, sendo obrigados a percorrer em três horas um...

Não Valorize o NÃO

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Desde pequena Svetlana tinha uma paixão: dançar e sonhar em ser uma Grande Bailarina do Ballet Bolshoi. Sua família e amigos criaram um apelido especial para ela : lankina que no antigo dialeto queria dizer "a que flutua". Era uma forma carinhosa de brincar com Svetlana pois a palavra também podia significar "a que sonha acordada". Um dia, Svetlana teve sua grande chance. Conseguira uma audiência com Sergei Davidovitch , Mestre do Bolshoi, que estava selecionando aspirantes para a Companhia. Dançou como se fosse seu ultimo dia na Terra. Colocou tudo que sentia e que aprendera em cada movimento. Ao final, aproximou-se do Mestre e lhe perguntou: "_Então, o Sr. acha que eu posso me tornar uma Grande Bailarina?"   Ele respondeu calmamente: “_ não....” Na longa viagem de volta à sua aldeia, Svetlana, em meio às lagrimas, imaginou que nunca mais aquele "Não" deixaria de reverberar em sua mente. Dez anos mais tarde Svetlana , já uma estimada pr...

Recepção ao Missionário

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Um médico missionário passou 40 anos de sua vida cuidando  dos habitantes dos povoados primitivos da África.  Um dia, ele decidiu aposentar-se.  Enviou um telegrama para sua terra natal dizendo que voltaria de navio  e informou a data e o horário da chegada. Enquanto cruzava o Atlântico, ele fez uma retrospectiva, de todos aqueles anos que passou ajudando a curar o povo da África, tanto física co mo  espiritualmente. Em seguida, seus pensamentos passaram a girar em torno da grande recepção  que o aguardava nos Estados Unidos, depois de 40 anos de ausência. Quando o navio atracou no porto, o coração daquele homem encheu-se de orgulho quando ele viu a recepção que havia sido preparada em sua homenagem. No meio de uma grande multidão, havia um enorme cartaz com estes dizeres: " Bem-vindo de volta ao lar". Assim que ele desceu do navio e pôs os pés no cais, aguardando uma enorme ovação, seu coração ficou apertado. Imediatamente, el...

A lição do jardineiro

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Nos Estados Unidos, a maioria das residências tem por tradição em sua frente um lindo gramado e diversos jardineiros autônomos para fazer aparos nestes jardins. Um dia, um executivo de marketing de uma grande empresa americana contratou um destes jardineiros. Chegando em sua casa, o executivo viu que estava contratando um garoto de apenas 15 anos de idade, mas como já estava contratado, ele pediu para que o garoto executasse o serviço, mesmo estando indignado com a pouca idade em questão. Quando o garoto já havia terminado o serviço, solicitou ao executivo a permissão para utilizar o telefone da casa, e foi prontamente atendido. Contudo, o executivo não pode deixar de ouvir a conversa. O garoto havia ligado para uma senhora e perguntava: - A senhora está precisando de um jardineiro? - Não. Eu já tenho um - respondeu. - Mas além de aparar, eu também tiro o lixo. - Isso o meu jardineiro também faz. - Eu limpo e lubrifico todas as ferramentas no final do serviço - disse ele. - Mas o...

A árvore dos problemas

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O carpinteiro terminou mais um dia de trabalho. Como era final de semana, e resolveu convidar um amigo para beber algo em sua casa. Ao chegar, antes de entrarem, o carpinteiro parou por alguns minutos, em silêncio, diante de uma árvore que ficava no seu jardim. Em seguida, tocou seus ramos com ambas as mãos. Imediatamente seu rosto mudou. Entrou em casa sorrindo, foi recebido pela mulher e filhos, contou histórias, e saiu para beber com o amigo, na varanda. Dali, podiam ver a árvore. Sem conseguir controlar sua curiosidade, o amigo perguntou o que fizera antes. - Ah, esta é a árvore dos meus problemas – respondeu. - Sei que não posso evitar ter aborrecimentos no meu trabalho, mas estas preocupações são minhas, e não pertencem a minha esposa, nem aos meus filhos. “Assim, quando chego aqui, penduro meus problemas nos ramos daquela árvore. No dia seguinte, antes de sair para o trabalho, eu os recolho de novo. “O mais curioso, porém, é que quando saio de manhã e vou procura-los, alguns j...

As pedras maiores

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O mestre colocou, em cima da mesa, um vaso de vidro. Em seguida, retirou de um saco uma dezena de pedras do tamanho de uma laranja, e começou a enfia-las, uma a uma, dentro do jarro. Quando o jarro já estava com pedras até a borda, perguntou aos seus alunos: - Está cheio? Todos disseram que sim. O mestre, porém, retirou de outro saco um cascalho, e sacudindo as pedras grandes dentro do jarro, conseguiu colocar bastante cascalho ali dentro. - Está cheio? – perguntou de novo. Os alunos disseram que, desta vez, estava cheio. Foi quando o mestre abriu um terceiro saco, cheio de areia fina, e começou a derrama-la no. A areia foi preenchendo o espaço vazio entre as pedras e o cascalho, até que chegou ao topo. - Muito bem – disse o mestre – agora o jarro está cheio. Qual o ensinamento que eu quis demonstrar? - Que, não importa o quanto você esteja ocupado, sempre há espaço para fazer alguma coisa a mais – disse um aluno. - Nada disso. Na verdade, esta pequena demonstração nos faz ver o segu...

O pequeno sítio e a vaca

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A história da vaquinha é muito conhecida, ela é a historia que circulou durante o ano de 1999 na internet, autor   desconhecido. Para mim uma das melhores ilustrações.  Um filósofo passeava por uma floresta com um discípulo, conversando sobre a importância dos encontros inesperados. Segundo o mestre, tudo que está diante de nós nos dá uma chance de aprender ou ensinar. Neste momento, cruzavam a porteira de um sítio que, embora muito bem localizado, tinha uma aparência miserável. - Veja este lugar – comentou o discípulo. – O senhor tem razão: acabo de aprender que muita gente está no Paraíso mas não se dá conta, e continua a viver em condições miseráveis. - Eu disse aprender e ensinar – retrucou o mestre. – Constatar o que acontece não basta: é preciso verificar as causas, pois só entendemos o mundo quando entendemos as causas. Bateram à porta, e foram recebidos pelos moradores: um casal e três filhos, com as roupas rasgadas e sujas. - O senhor está no meio desta floresta, e nã...